#NiUnaMenos um grito pelo fim da violência contra a mulher na Argentina


Hoje, 19 de Outubro às 17h, acontece a terceira manifestação #NiUnaMenos, um movimento que busca o fim da violência contra a mulher que mobiliza toda a Argentina.

Ni Una Menos é um grito coletivo contra a violência machista. Surgiu da necessidade de dizer “chega de feminicídios”, porque na Argentina a cada 30 horas assassinam a uma mulher apenas por ser mulher

A convocatória nasceu de um grupo de jornalistas, ativistas, artistas, mas cresceu quando a sociedade a tornou sua e a transformou em uma campanha coletiva. 

A Ni Una Menos se somaram milhares de pessoas, centenas de organizações de todo o país, escolas, militantes de todos os partidos políticos. 

Porque o pedido é urgente e a mudança é possível, Ni Una Menos se instalou na agenda pública e política.


O primeiro movimento aconteceu dia 3 de junho de 2015, na Plaza del Congreso, em Buenos Aires e em centenas de praças de toda a Argentina. Uma multidão de vozes, identidades e bandeiras demonstraram que Ni Una Menos não é o fim de nada senão o começo de um caminho novo.

O movimento não luta pela igualdade da mulher na sociedade, e sim pelo fim de todo o tipo de violência contra o gênero.

Em números:

2008 - 208 feminicídios e 11 feminicídios "vinculados" que é quando matam um homem ou uma criança, como vingança do homicida para atingir a companheira ou ex-companheira. 
2009 - 231 feminicídios e 16 feminicídios "vinculados" 
2010 - 260 feminicídios e 15 "vinculados" 
2011 - 282 feminicídios e 29 "vinculados".
2012 - 255 feminicídios e 24 "vinculados" 
2013 - 295 feminicídios e 39 "vinculados", a taxa mais alta.
2014 - 277 feminicídios e 29 "vinculados"

Enquanto que em 2015 o número de feminicídios foi de 277 e se adicionou um novo dado, o número de órfãos desses crimes foi de 317 crianças sem mães enquanto pelo menos 35 homens perderam a vida tratando de defender as vítimas.

Entre tantas armas utilizadas a que mais comove é a incineração  dessas vítimas.

Cerca de 20 delas foram queimadas vivas por seus companheiros ou ex-companheiros, na maioria das vezes por ciúmes. 

E entre os crimes de 2015 também são contados os assassinatos de travestis. 

Se bem o número de crimes não diminuiu expressivamente desde a criação do movimento no ano passado, a conscientização criada por ele trouxe à luz muito mais denúncias e quiçá se evitaram muitos mais feminicídios.


O que é a violência machista?

A violência machista é aquela que é exercida mediante toda ação, ou omissão, dentro do quadro de uma relação desigual de poder, que de maneira direta ou indireta, tanto no âmbito público como privado, afeta tua vida, liberdade, dignidade, integridade física, psicológica, sexual, econômica ou patrimonial, e pelo fato de ser ou sentir-se como uma mulher.

A violência machista adota diversos tipos:
 
1. Física: Se te produz dano, dor ou, risco de ser produzido, no teu corpo ou qualquer outra forma de maltrato que afete tua integridade física.
 

2. Psicológica: Se te causa dano emocional, se afeta tua autoestima, prejudica ou perturba teu desenvolvimento pessoal, se busca degradar-te, controlar tuas ações, tuas crenças e decisões mediante a ameaça, o abuso, a fustigação, a humilhação, a manipulação e o isolamento.
 

3. Sexual: Se vulnera em todas as suas formas, com ou sem acesso genital, teu direito de decidir voluntariamente sobre tua vida sexual ou reprodutiva, mediante a ameaça, o uso da força ou a intimidação.
 

4. Econômica e patrimonial: Se busca menosprezar teus recursos econômicos ou patrimoniais mediante diversas ações que inclua a perda dos teus bens até o controle e limitação dos teus ingressos.
 

5. Simbólica: Se se torna natural a subordinação das mulheres na sociedade, mediante a transmissão e reprodução de padrões  estereotipados, mensagens, valores, ícones ou sinais que promovam a dominação, desigualdade e discriminação.

Onde pedir ajuda:

144 - Linha telefônica gratuita que passa informação, orientação, assessoria e contenção para as mulheres em situação de violência em todo o país. Todos os dias, 24h.

0800-66-MUJER - Linha telefônica 24h, oferece assistência gratuita a vítimas de violência de gênero em CABA.

4123-4510 - Escritório de violência doméstica da Côrte Suprema de Justiça da Nação que oferece informação sobre violência doméstica na cidade de Buenos Aires e elabora em duas horas um informe de risco. A consulta é pessoalmente em Lavalleja 1250.

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